O presidente Michel Temer escolheu o ministro da Defesa, Raul Jungmann, para assumir o Ministério da Segurança Pública. A nova pasta deve ser criada nesta segunda-feira (26), por meio de medida provisória (MP). Com a ida de Jungmann para o novo ministério, o general Joaquim Silva e Luna, atual secretário-executivo, deve assumir interinamente o comando do Ministério da Defesa.

Diante da dificuldade de encontrar um nome externo, o presidente Michel Temer, desde a semana passada, já amadurecia uma solução interna. A escolha de Jungmann foi uma solução do Palácio do Planalto. Ele já era cotado pelo seu perfil mais político e pela experiência acumulada. Desde que assumiu a Defesa, Jungmann conduz ações constantes na segurança pública em vários estados.

O nome do general Sérgio Etchegoyen, ministro do gabinete de Segurança Institucional, foi cogitado pelo fato dele ser militar, mas esta opção acabou sendo descartada. Colocar um general para ser o interventor no Rio de Janeiro poderia ser mal recebido pela sociedade ter outro militar no comando do Ministério da Segurança Pública.

Fontes do Palácio do Planalto já descartavam desde o carnaval nomes que saíram na imprensa como o delegado aposentado da PF, José Mariano Beltrame, e o ex-governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury.

O presidente espera que Jungmann tenha maior capacidade de interlocução com os governadores até mesmo pela sua experiência como parlamentar e ministro da Reforma Agrária da gestão Fernando Henrique Cardoso.

A nova estrutura do ministério será criada por meio de uma medida provisória, que deve ser publicada no “Diário Oficial da União” nesta terça-feira. Será o 29º ministério do governo Temer. Por se tratar de uma MP, a criação do novo ministério passará a valer a partir do momento de sua publicação no DOU, mas terá de ser aprovada pelo Congresso em até 60 dias, que podem ser prorrogáveis por mais 60.

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o governo aposta na relevância do tema para aprovar sem dificuldade a medida provisória que vai criar o Ministério da Segurança Pública. “A relevância do tema vai garantir que a MP tenha uma tramitação tranquila”, disse.

Ele avalia, que tirando a oposição, os demais partidos não devem criar obstáculos, mesmo aqueles que já ensaiam deixar o governo para apoiar outras candidaturas na eleição presidencial deste ano.