Documentos inéditos da busca e apreensão da Polícia Federal na Operação Skala apontam novas conexões entre empresas do setor de portos na mira das investigações e o coronel João Batista Lima Filho, dono da empresa Argeplan e amigo do presidente Michel Temer.

O coronel Lima, preso na operação, negou relação com a empresa Rodrimar, investigada no chamado inquérito dos portos sob suspeita de ter se beneficiado de um decreto assinado por Temer em 2017. Em troca, supostamente pagou propina ao presidente, que nega.

Referente à busca e apreensão envolvendo alvos da Skala, a operação levou à prisão amigos de Temer – como Lima – e empresários do setor de portos – como o ex-presidente da Rodrimar. O relatório da PF revela que na casa de Carlos Alberto Costa, sócio do coronel Lima, os investigadores encontraram uma bolsa contendo documentos das empresas Rodrimar, Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e Libra em um depósito/maleiro.

Ainda na casa dele, no closet do quarto do bebê, foi encontrado um arquivo morto com dados da Codesp e um arquivo morto com dados do Grupo Libra, contratos, aditivos contratuais e receitas financeiras.

A PF também achou quatro armas estrangeiras, uma espingarda calibre 12 e uma pistola calibre 9mm, fabricadas nos Estados Unidos, e mais duas pistolas 9mm fabricadas na Alamenha e na República Tcheca. Além disso, mais um revólver Taurus calibre 32 e munições.

Carlos Alberto Costa foi preso em flagrante por causa da posse de armas e munições de uso restrito e em situação irregular.