Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, foi à Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira, 15 de janeiro, para prestar depoimento no inquérito que investiga uma conversa dos delatores da empresa J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud, sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O inquérito foi aberto a pedido da presidente do STF, a ministra Cármen Lúcia, e investiga o ex-procurador Marcelo Miller, suspeito de auxiliar executivos da J&F em termos da delação premiada quando ainda era procurador.

Gravações das conversas foram entregues pela própria empresa como complemento à delação e levaram aos pedidos de rescisão da delação e anulação dos benefícios dos delatores. As investigações não apontaram qualquer envolvimento de ministros do STF no conteúdo citado nas gravações.

No ano passado, em setembro, Janot havia convocado a imprensa para anunciar uma investigação sobre o conteúdo da delação dos executivos Joesley e Wesley Batista e outros delatores da empresa. O ex-procurador-geral havia mencionado um “conteúdo gravíssimo” que citava ministros do STF.

Ainda nesse mesmo mês, Janot pediu as prisões dos executivos Joesley Batista e Ricardo Saud e do ex-procurador da República Marcelo Miller.