Na noite de ontem, domingo (27), o presidente Michel Temer publicou uma edição extra do Diário Oficial da União com medidas prometidas aos caminhoneiros para tentar encerrar a greve. Essas medidas foram anunciadas em um pronunciamento e continha condições que foram impostas pelos caminhoneiros para encerrar o movimento.

Com as medidas, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pode contratar transportadores autônomos para atender até 30% da demanda. Foi definida a política de preços mínimos para o transporte de cargas e fica isenta a cobrança de pedágio sobre os eixos suspensos para os veículos que circularem vazios.

Neste domingo, a greve – que é contra o valor do diesel – chegou ao sétimo dia de duração e já provoca um intenso desabastecimento em várias partes do país.

A fim de tentar conter a manifestação, o governo prometeu uma redução de R$ 0,46 no litro do diesel por meio da redução a zero das alíquotas do PIS-Cofins e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). A redução do valor terá validade durante 60 dias. Após isso, os reajustes no valor do combustível serão feitos a cada 30 dias. De acordo com Temer, essa decisão visa dar mais previsibilidade aos motoristas.

O presidente também afirmou que não vai incluir o setor de transporte rodoviário de carga da chamada reoneração da folha. A proposta, que na prática eleva a arrecadação federal, já foi aprovada pela Câmara e ainda depende de análise do Senado. Vários setores que haviam sido atendidos com a desoneração perderão o benefício.

Brazilian truck drivers hold a banner reading “strike” as they block the Regis Bittencourt road, 30 kilometres from Sao Paulo, during the fourth day of strike to protest rising fuel costs in Brazil, on May 24, 2018. / AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL