O ex-ministro do Governo Temer, Geddel Vieira Lima, do PMDB, teve prisão preventiva decretada recentemente por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa, quando fragmentos de suas digitais foram encontradas em um apartamento em um prédio em Salvador onde foram encontrados mais de R$ 51 milhões de reais.

O juiz Vallisney de Oliveira decretou a prisão e deu um prazo de 20 dias para que a polícia pudesse fazer cópias de todas as mídias apreendidas e autorizou a quebra de sigilo telefônico, de mensagens, bancários e fiscais.

A defesa de Geddel, no entanto, afirma que o ex-ministro teve, novamente, direitos que lhe eram assegurados por lei, violados. A nota da defesa acrescenta que foi impedido o acesso e entrevista pessoal dos advogados ao ex-ministro, foi impossibilitada a participação na sua oitiva perante a autoridade policial e que a “suposta emoção” ligada a Geddel durante depoimento divulgado foi mais um atentado à sua integridade moral e dignidade e uma indevida exposição de uma pessoa sob custódia e responsabilidade do Estado.

Geddel deixou o Governo Temer sob a acusação de pressionar o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, para tentar viabilizar um empreendimento na Bahia e já estava em prisão domiciliar antes da descoberta do dinheiro no apartamento.

Os apartamentos que foram pivô da sua queda foram avaliados em cerca de R$ 2,6 milhões. E se a Polícia Federal confirmar que o dinheiro encontrado no apartamento pertencia a Geddel, pode-se concluir que ele poderia comprar quase 20 imóveis iguais a esse que determinou a sua saída do Governo.